Comunicado

Comunicado
Continuaremos a acompanhar, a tratar e a cuidar dos que precisam de cuidados de saúde.

Comunicado

 

Numa hora sombria da história de Portugal, quando o país regista desde há duas semanas mais de duas centenas de mortes por dia, vítimas de Covid-19.

No momento em que todos temos a responsabilidade de salvar vidas e de cuidar de vidas.

Na Assembleia da República, casa da representação democrática, um grupo maioritário de deputados fez aprovar em sede de Comissão Parlamentar de Direitos Liberdades e Garantias uma lei da Eutanásia a que dão o nome de “Antecipação da morte medicamente assistida”.

Num momento em que milhares de pessoas, inúmeras instituições, num esforço sobre-humano diário, cuidam os doentes e pessoas vulneráveis e frágeis, dando tudo para salvar vidas, a aprovação da Eutanásia representa, também, um desrespeito para com todas estas pessoas.

Contrariando todos os pareceres de ordens profissionais do sector da saúde, do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, de milhares de cidadãos e de várias entidades da sociedade civil que fizeram chegar a sua voz junto dos senhores deputados, estes consideraram, mesmo assim, que a presente lei devia ser aprovada.

As instituições prestadoras de cuidados de saúde do sector privado, de solidariedade social e demais entidades subscritoras deste comunicado querem, neste momento triste para os portugueses, garantir que continuarão a defender a vida em todas as suas formas e etapas:

  • Continuaremos a garantir o apoio e a segurança aos mais idosos que tantas vezes se veem mais sós ou dependentes.
  •  Continuaremos a garantir os cuidados continuados e paliativos a todos os que deles necessitem para terminar a vida com dignidade.
  •  Continuaremos a acompanhar, a tratar e a cuidar dos que precisam de cuidados de saúde.
  • Continuaremos a acompanhar as crianças e os adultos que necessitam de cuidados especiais.
  •  Continuaremos a acompanhar as mães e pais em dificuldades a cuidar dos seus filhos.
  • Continuaremos a acompanhar as crianças e os jovens na sua infância e juventude.
  • Continuaremos a trabalhar para uma sociedade mais justa e mais igual em que todos tenham igualdade de oportunidades.
  • Continuaremos a estar presentes na construção da nossa sociedade com uma cultura de vida e de vida com qualidade.

Não nos revemos na lei da Eutanásia que será votada em plenário da Assembleia da República na sexta-feira, dia 29 de Janeiro, onde esperamos que ainda possa ser dado um passo de recuo.

Apelamos uma última vez aos deputados para que revejam a sua posição no momento de votar a lei em plenário e, se estes persistirem nos seus intentos, ao Senhor Presidente da República para que faça o que estiver ao seu alcance para travar a legalização da eutanásia em Portugal.

As nossas portas estarão sempre abertas para todos os que queiram cuidar a vida.

 

Subscrevem:

União das Misericórdias Portuguesas (UMP)

Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS)

Cáritas Portuguesa

CUF

Universidade Católica Portuguesa (UCP)

Refúgio Aboim Ascensão

Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus

Instituto São João de Deus

FamiliarMente, Federação Portuguesa das Associações das Famílias de Pessoas com Experiência de Doença Mental

Salvador Mendes de Almeida

Ponto de Apoio à Vida – Associação de Solidariedade Social

Casa do Gaiato – Lisboa

MDV – Movimento Defesa da Vida

 

 

 

 

 

 

Quarta, 23 de Setembro de 2020