A comunidade das Irmãs Hospitaleiras de Braga passou de sete para nove irmãs. Ana Maria Mutita e Zandamela Vahossa, religiosas moçambicanas da congregação das Filhas do Coração Imaculado de Maria, vão viver com a comunidade enquanto prosseguem estudos de mestrado em Portugal.

A vinda das duas irmãs resulta da geminação entre a Arquidiocese de Braga e a Diocese de Pemba, no norte de Moçambique. Ao abrigo desta cooperação, a arquidiocese tem acolhido jovens moçambicanos que estudam Teologia com vista ao sacerdócio, vários dos quais fizeram experiências hospitaleiras junto das Irmãs Hospitaleiras em Braga. O projeto alarga-se agora, pela primeira vez, a religiosas.
As Filhas do Coração Imaculado de Maria são uma congregação de direito diocesano. Durante a permanência em Braga, uma das irmãs vai frequentar o mestrado em Gerontologia e a outra o mestrado em Ciências Religiosas.

A comunidade recebeu-as com gratidão por esta oportunidade de colaboração e de partilha de carismas. As irmãs descrevem este início como uma aprendizagem conjunta: viver como uma comunidade internacional e «intercarismática», em que religiosas de congregações e carismas diferentes partilham o mesmo quotidiano.
Um primeiro encontro entre congregações
O primeiro momento intercongregacional aconteceu a 17 de outubro, com o retiro mensal que reuniu religiosas de várias congregações presentes em Braga: Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, Irmãs Combonianas, Filhas do Coração Imaculado de Maria e Irmãs Hospitaleiras. A orientação esteve a cargo de um frade franciscano.

A comunidade recorda, a propósito, as palavras do Papa Francisco, «todos, todos, todos», para sublinhar que, na diversidade dos carismas, todas fazem parte da mesma Igreja.