Assinala-se hoje, 10 de outubro, o Dia Mundial da Saúde Mental, uma data que nos convida a refletir sobre a importância de escutar, compreender e valorizar a experiência de quem vive com doença mental.

Nas Irmãs Hospitaleiras, acreditamos que cuidar começa por reconhecer cada pessoa na sua singularidade, respeitando a sua história, a sua dignidade e os seus projetos de vida. É também neste compromisso que se constrói uma hospitalidade capaz de transformar a escuta em ação e de contribuir para cuidados cada vez mais centrados na pessoa.

Neste dia, a Ir. Paula Carneiro, Presidente do Instituto das Irmãs Hospitaleiras, deixa uma mensagem de agradecimento a todos os que fazem parte desta missão e de reflexão sobre a importância de dar voz às pessoas com experiência de doença mental, às suas famílias e cuidadores.

 

Mensagem da Presidente do Instituto das Irmãs Hospitaleiras para o Dia Mundial da Saúde Mental 2026

 

Neste dia em que comemoramos o Dia Mundial da Saúde Mental quero aproximar-me de cada profissional de saúde que nas diferentes estruturas das Irmãs Hospitaleiras realiza o seu trabalho com profissionalismo e humanidade junta da pessoa em sofrimento psíquico. De coração, vos digo: MUITO OBRIGADA!

Este ano, a Organização Mundial da Saúde dedica o Dia Mundial da Saúde Mental ao tema «Experiências vividas, escutadas: vozes reais, mudança real». É um apelo simples, mas exigente: quem vive com uma doença mental tem um conhecimento próprio e profundo da doença que nenhuma formação ou investigação consegue ensinar por si só. É um conhecimento de experiência e vivencial que necessitamos ouvir contar. E por isso, as pessoas com doença mental e suas famílias não podem silenciar o sofrimento provocado pela doença.

Nos nossos contextos hospitaleiros, sempre acreditámos que cuidar começa por escutar. Escutar a pessoa na sua totalidade, com a sua história, as suas fragilidades e a as suas potencialidades, as suas angustias, mas também o seus sonhos e projetos. O desafio que a OMS hoje nos lança leva-nos mais longe: passar da escuta à ação. Já não basta ouvir os testemunhos das pessoas que acompanhamos e das suas famílias, mas somos interpelados a envolvê-los na conceção, organização e avaliação dos serviços que prestamos. Fazemos este caminho com as pessoas que serviços e suas famílias. Somos desafiados a continuar a promover cuidados centrados na pessoa, nos seus direitos, na sua dignidade e na inclusão social.

Neste dia, agradeço a todas as pessoas que confiam em nós e partilham connosco as suas vidas, às famílias e cuidadores, e a todos os colaboradores, Irmãs e voluntários que, todos os dias, fazem da hospitalidade um gesto concreto. Que as vozes de quem vive a doença mental sejam cada vez mais escutadas e que essa escuta se traduza em mudança real e num compromisso hospitaleiro, pois “uma pessoa vale mais que o mundo inteiro” (S. Bento Menni).

Ir. Paula Carneiro
Presidente do Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus

 

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