Cláudia Antunes, das Irmãs Hospitaleiras, em entrevista à Renascença: «As pessoas que nos chegam hoje têm um grau de complexidade maior»
No contexto do Dia Mundial da Saúde Mental, a coordenadora de Identidade e Pastoral da Saúde das Irmãs Hospitaleiras, Cláudia Antunes, esteve à conversa com a Renascença sobre os desafios atuais da saúde mental, as necessidades crescentes das pessoas acompanhadas e o papel das Irmãs Hospitaleiras na resposta em Portugal.
Como responder a necessidades cada vez mais complexas na área da saúde mental? Que desafios se colocam às instituições e aos profissionais? E como continuar a desenvolver cuidados que reconheçam a pessoa na sua totalidade?
Estas são algumas das questões abordadas por Cláudia Antunes, coordenadora de Identidade e Pastoral da Saúde das Irmãs Hospitaleiras, numa entrevista à Renascença, publicada a 10 de outubro, por ocasião do Dia Mundial da Saúde Mental.
Ao longo da conversa, Cláudia Antunes destaca a crescente complexidade das situações que chegam às unidades de saúde, exigindo respostas mais especializadas, profissionais qualificados e um acompanhamento que considere não apenas a doença, mas também as dimensões sociais, relacionais e espirituais de cada pessoa.
Uma resposta centrada na pessoa e nas suas necessidades
Com 12 Unidades de Saúde Hospitaleiras em Portugal continental e nas regiões autónomas, as Irmãs Hospitaleiras desenvolvem uma atividade assistencial em diferentes áreas, incluindo a psiquiatria e a saúde mental, as demências, a reabilitação, a deficiência intelectual e os cuidados paliativos.
Na entrevista, são também destacados projetos e respostas diferenciadoras, como o Ginásio Cerebral Sénior, a terapia assistida com animais e as consultas especializadas, que procuram responder às necessidades emergentes da população e promover o bem-estar e a qualidade de vida.
A prevenção, a investigação e a articulação com a comunidade assumem igualmente um papel importante, nomeadamente no acompanhamento das pessoas mais velhas, na resposta às perturbações alimentares entre os jovens e na promoção da literacia em saúde mental.
Hospitalidade: acolher, escutar e acompanhar
A conversa aborda ainda a importância da dimensão espiritual nos cuidados, o envolvimento dos colaboradores e dos leigos na missão hospitaleira e o trabalho conjunto que permite dar continuidade ao carisma da Congregação.
Num contexto em que persistem desafios relacionados com o estigma, os recursos humanos e a sustentabilidade das respostas, a entrevista reforça a importância de continuar a desenvolver cuidados qualificados, integrados e centrados na dignidade de cada pessoa.
Leia a entrevista completa na Renascença: «As pessoas que nos chegam hoje têm um grau de complexidade maior» Renascença