Cerca de 300 pessoas participaram na XIX Gimnorecreativa de Praia pela Inclusão de Pessoas com Deficiência, que reuniu 20 instituições na Praia de Santo Amaro, em Oeiras. Um encontro marcado pelo desporto, pela alegria e, sobretudo, pela oportunidade de estar com o outro e participar.

Há encontros que acontecem para lá das instituições, dos espaços habituais e das rotinas. A praia foi, uma vez mais, esse lugar de encontro.

No dia 10 de setembro, a Praia de Santo Amaro, em Oeiras, recebeu a XIX Gimnorecreativa de Praia pela Inclusão de Pessoas com Deficiência, uma iniciativa organizada pelas Irmãs Hospitaleiras Idanha | Sintra, em parceria com a Casa de Saúde do Telhal, do Instituto S. João de Deus, que reuniu cerca de 300 participantes de 20 instituições.

Ao longo da manhã, o areal transformou-se num espaço de participação, convívio e partilha, através de diferentes jogos de destreza e atividades no meio aquático. Mais do que competir, o importante foi estar, experimentar, cooperar e celebrar aquilo que cada pessoa é capaz de fazer.

Porque a inclusão também se constrói assim: criando oportunidades para que todos possam participar, relacionar-se e ocupar o seu lugar na comunidade.

Ao longo de 19 edições, a Gimnorecreativa de Praia tem vindo a afirmar-se como um momento de encontro entre pessoas e instituições que partilham um compromisso com a participação social das pessoas com deficiência intelectual e desenvolvimental. A iniciativa integra a rede Inter-Centros, que promove ao longo do ano diferentes atividades lúdicas e desportivas.

 

Um encontro que ultrapassa a praia

Para quem participa, estes momentos são também uma oportunidade para conhecer outras pessoas, criar novas relações e sair dos contextos habituais.

Sofia Rosado, psicomotricista das Irmãs Hospitaleiras Idanha | Sintra, e uma das responsáveis pela organização, destacou precisamente o impacto social da iniciativa, nomeadamente através do convívio e da entreajuda. Ana Rita Santos, da Casa de Saúde do Telhal, sublinhou igualmente a importância de aprofundar as relações interpessoais e de proporcionar momentos de socialização fora das instituições.

A presença na praia tem ainda uma dimensão que ultrapassa quem participa diretamente nas atividades. Ao levar a iniciativa para um espaço público, a Gimnorecreativa permite que a comunidade contacte de forma natural com pessoas com deficiência, criando oportunidades para o encontro e contribuindo para desconstruir preconceitos.

Como explicou Sofia Rosado à Agência ECCLESIA, é também uma forma de dar a conhecer “o que estas pessoas são e o que valem”, através da participação e da interação com quem partilha aquele espaço.

É este olhar que queremos reforçar: a pessoa não se define pela sua deficiência, mas pela sua história, pelas suas capacidades, pelas relações que estabelece, pelos sonhos que tem e pelo lugar que pode ocupar na sociedade.

A XIX Gimnorecreativa de Praia voltou, assim, a ser um momento de hospitalidade vivida: um espaço onde diferentes pessoas e instituições se encontram, partilham, cooperam e descobrem que, quando criamos condições para a participação, todos temos algo a oferecer e a receber.

 

Uma iniciativa que continua a crescer

A Gimnorecreativa é dinamizada no âmbito do grupo Inter-Centros, reunindo instituições da região de Lisboa que desenvolvem, ao longo do ano, atividades lúdicas, recreativas e desportivas inclusivas.

Depois de 19 edições, permanece o mesmo propósito: criar oportunidades de participação social e promover uma sociedade onde a diferença não seja uma barreira ao encontro, mas uma dimensão que nos enriquece enquanto comunidade.

A XIX Gimnorecreativa de Praia foi notícia na Agência ECCLESIA.

Leia a notícia completa da Agência ECCLESIA AQUI

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